Chuvinha de luz


 

Sou cristal e sou rocha
Sou fria ou queimo como uma tocha,
Totalmente livre ou literalmente presa.
Quando por sentimentos nobres,
Vôo alto em meus sonhos mais íntimos
Se a dor aqui no chão não me represa.

Cumpridora férrea das mais doces promessas,
Enfrento de frente quando me põem a prova.
Séria, sensível e responsável ao extremo,
Morro a cada vez que no coração sou ferida,
Renascendo firme na menina que se renova.

Sou mel, sou fel, sou fiel.
Sou criança, sou mulher, porém, posso ser dura.
Caso queira me abraçar, o faça com sinceridade
Nunca,  jamais me aperte sem abraçar,
E se mentir-me, o faça em cartório,
Tenho a sensibilidade à flor da pele
Se existe perigo ou mentira, ela logo aflora.

Quando amo, torno-me extremamente inocente,
A escorpiana desaparece e me entrego sem medo:
Cuido, ouço, me dôo, sou leal e amo loucamente,
O céu e as estrelas descem ao chão.
O coração, ah...esse é pura constelação e reluz!
É então que me transformo nesse etéreo ser
E esse amor é quem literalmente me conduz.
Sou toda chuviscos de amor...
Ou simplesmente para quem amo,
A eterna Chuvinha de luz.



Fanete Costa
 

                                      

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