Alva companheira
 

  

Ola! Madrugada amiga e densa
És! Agora minha companheira
Tu acompanhas meus passos ermos
Em tua bruma deixo a tristeza voar

 
Cortina se fecha e a platéia se vai
Nosso verdadeiro EU se mostra
É quando os sentimentos afloram
Todas as tristezas ficam expostas

 

 Como um boêmio eu retorno a Ti
Aqui minhas lagrimas podem rolar
Interrogações ficam sem réplicas
Somente a solidão me acompanha

 Tantos amores deixados para trás
Choramos a perda de cada um d’eles
Por que sempre tem de ser assim?
Quem mais amou e quem errou?

  

Sinto-me perder no teu véu sombrio
Ouve-me e atingem todas as afliges
Confias em minha dor e sentimento
Alivias assim este corroído coração

 Como uma amiga companheira
A madrugada ouve os lamentos
Cúmplice daqueles que sofrem
Ela aplaca os nossos tomentos

 

No teu silencio deixo vagar o meu IT
Busco cabisbaixo o caminho vencido
Campeio nele onde foi minha falha
Arrisco encontrar assim onde errei

 Oh, esse silencio abrasador!
A Ti confessamos nossas agonias
Ao refazermos o caminho errante
Em vão achamos onde tropeçamos.

 

 Sei que teu olhar é de compaixão
Não madrugada amiga! Não aceito
Mesmo doendo no profundo à alma
Compaixão seria apenas uma adaga

Cúmplice e acolhedora madrugada
Não procuramos em Ti comiseração
Nossa consciência não deixa esquecer
Como a dizer, pobre desse coração!

 

 Permita que em tua escuridão volte
Que no teu calmo silencio possa ficar
Acalenta assim a minha essência
Deixando que as feridas possam curar.


 
Em Ti procuro um abrigo seguro
Silenciosa e parceira me acompanha
Aconchega nossas almas e livra-nos
Das dores que causam feridas tamanhas.

  

corcel negro® & Fanete Costa
 

                                      

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