Coração tonto


 Hoje, mais uma vez penso em você
Tive medo, isso já não é normal
Estava desligada, desatenta.
Sento, levanto, fecho os olhos
Tento mandar você embora
De mim, de perto,
Do meu pensamento
Isso não é certo.
As horas não passam
Os minutos triplicam
Busco um livro, nada.
Ligo a TV, mas olho sem ver,
O pensamento persiste, insiste.
Resolvi; saí, dei mil voltas,
Mas você me acompanha.
Quando percebo, estou perdida.
Tento voltar
Procuro não pensar
Sinto a brisa,
Ando solta, tonta, louca, ridícula
Como só quem ama, entende.
Brigo com esse sentimento
Mas ele é forte, dominador
Não se rende.
Isso sempre...sempre me acontece
Você me domina, não me esquece!
Como tirar você da minha vida;
Se amo, sofro, pois a tudo ignora.
Hei... Você aí, me diz:
Como mando esse amor embora
Se esse coração tonto
Sempre teima e nunca obedece?
Rápido, me responde sem demora!

  Fanete Costa



Tonto


Esse coração não é tonto não.
É um coração que sabe o que é amar.
Conhece todas as artimanhas do sofrimento.
Luta para esquecer o inesquecível.
Quer arrancar do peito o sentimento mais nobre,
mais lindo.
O sentimento que torna as pessoas mais humanas.
Mais sensíveis.
Apenas abriu a janela na hora errada.
Estacionou em lugar proibido e esta pagando a multa.
Pedágio obrigatório de quem se entrega por completo.
Mas o fim do mundo não esta ai.
Erga sua cabeça, suspire fundo.
Enrole esse sentimento no algodão da bondade.
Deixe ele adormecer que o tempo irá cicatrizar
a chaga aberta pela flecha do cupido errante.
Sacuda seus cabelos, jogue-os para frente e para trás,
abra seu sorriso lindo e vamos a frente.
O mundo te espera lá fora com novas aventuras.
Vem... Vamos caminhar.
 

Paulo Mello
 

                                     

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