Esperança

 



O solo úmido que jaz no tempo
Floresce a alma que canta
No vôo solitário da garça.
Que pousa no sossego de mim.
 

 Como esse “tempo” é generoso!
Quantos danos e dores ele cura.
Renascendo e florescendo em tua alma
Esperança de noticias minhas.
 

 

Quando a noite cai em véu
Debruço-me aos cotovelos dela
Admirando a luz da lua reluzir,
Colorido noturno de um jardim.
 

E nessa calmaria noturna
Na beleza da lua companheira
Tu confundes os cheiros das flores
Com o da nossa noite derradeira
 

 

Em prantos acalento a brisa
Que traz noticias sua, esperança
Da volta afagando meu soluço.
 

 Como sempre, nossa brisa amiga!
Diz-lhe suavemente; não sofres!
Tu és o amor que o peito dela abriga
. 

 

Floresceu a esperança e ressurgiu
No peito o desabrochar do vôo
Que agora não mais é solitário.
 

É com essas palavras mágicas,
Que teu pranto acalenta e cessa.
Acreditando que agora o vôo
 

Não será apenas teu; mas teu e meu. 

Paulo Mello  e Fanete Costa


 

                                                        

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