Palavras reprimidas



Queria hoje fazer um soberbo poema
Falar de amor, paixão, sedução e dor
Fechar os olhos, extravasar a emoção
Possibilitar meus derradeiros versos
 

Quisera ser mais uma alegria repetida
Dando para esse poeta toda inspiração
Beijando-lhe ternamente os seus olhos
Confiando-lhe para sempre minha mão
 

Poder soltar versos mudos do coração
Navegar na estação do que transpôs
Buscando palavras dentro de sua alma
Nela ver todos seus mistérios escuros

Com palavras que só o silencio exprime
Tocar-lhe-ia com meus dedos seu rosto
Suavizando todas as marcas do tempo
Meu amor sanaria duvidas e desgostos
 

Ah! Como queria neste por do sol ser
A voz que seus lábios balbuciam em ais
Ser a essência ingênua da sua doce vida
O sorriso de seus mais lindos devaneios


Demonstrando suavidade e delicadeza,
Toda fragilidade da mulher quando ama
Dividiria tudo que nesse peito inflama
Gritaria o sentimento que ele proclama
 

Poderia viver hoje todos os momentos
As fantasias, as loucuras todas idealizar
Levar-te ao espaço e na lua te desejar
Queria hoje contigo meus desejos matar


E com a cumplicidade dos que amam
Como a unir os dois em um só coração
Voaríamos fugindo para o planeta amor
Com o Deus do amor a nos dar proteção
 

Despir-te de todas as armaduras cruéis
De a tua alma todas as laceradas apagar
Consentir dentro de ti, e dentro de mim
A paz e as caricias de quem soube amar

Em teu peito seguro eu descansaria
E a ser livre, leve, crédula eu voltaria
Alma e coração unidos seguiríamos
Exatamente como foi no primeiro dia

 



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