Se...
José Geraldo Martinez

Será.

Fanete Costa



 

 Ainda que andes ocupada, dá-me um tempo?
Amanhã, moça, não sei se o terei!
Se a morte abraçar-me de surpresa,
saibas que muito a ti amei!

Ainda que ocupada, terá teu tempo.
Hoje, amanhã, talvez sempre!
A morte tem poder sobre o corpo,
Não no meu coração e minha mente!


 

Se acordar por acréscimo divino...
Com mais um dia de saudade de ti,
estarei um novo sonho construindo,
trazendo-te em pensamentos até aqui!

Deus na sua infinita sabedoria...
Entenderá essa natural necessidade,
De toda nova semente plantada,
Tempo para que haja continuidade.


 

Aí sim, quase insano...
Rolo contigo em nosso branco lençol!
Esqueço por momentos meu triste
desengano,
no amor que fazemos enlouquecidos
ao pôr-do-sol!

Nesse encontro esperado...
Tanto por Ti quanto por mim!
Nada restará de anseios, de duvidas,
Desilusões,
O amor será docemente perpetuado...
É natural que seja assim!


 

E há de nos beijar a brisa...
Num triângulo suave, amoroso!
Além de muitas estrelas raparigas,
moças deste cosmo majestoso...

Quando o amor for sublimado...
Sua cabeça no meu peito repousando
Haveremos de ser abençoados
Pela delicadeza de estarmos amando.


 

Aí, sim, quase insano...
Em delírios de quem ama loucamente!
Dispo-te outra vez à luz da lua e
recomeçamos tudo novamente!

Nossos corpos assim, juntos...
Falando a própria linguagem do amor
Sob a luz da lua e aceitação do universo
Permitindo-nos como néctar e beija flor!


 

Se acordar por acréscimo divino,
num amanhecer com as flores orvalhadas...
Trago-te em meus pensamentos levianos
e amo-te entre elas, minha amada!

Revertendo esse ‘se’ para um ‘Será’,
Amanheceremos nesse jardim florido...
Deixaremos livres pensamentos e desejos
Dentre e sobre as flores, sendo Tua, querido!


 

E muitas flores colocarei em teus cabelos,
por teu corpo que tanto sonho possuir...
Vôo baixo, minha dona, em teu pomo,
flor que espera nesta hora um colibri!

Te recebendo delicada e plenamente,
Ao adornares e todo o meu corpo tocar...
Entoando acordes, como só tu sabes fazer,
Numa melodia rítmica, fazendo-me te amar!


 

Ainda que andes ocupada, dá-me um tempo?
Amanhã, moça, não sei se o terei!
Se a morte abraçar-me de surpresa,
saibas que muito a ti amei!

Ainda que andes ocupado, te peço eu:
Hoje, moço, minha saudade atenuas?!
A morte não haverá de nos querer
Antes de receber a minh’alma na Tua.


 

Se acordar por acréscimo divino,
aos violinos tocados pelo vento...
Daquele que chega manso e sulino,
levará a ti meu leviano pensamento!

Meus olhos continuarão fechados,
Desse sonho sem querer acordar...
Ouvindo todos os sons e me permita;
Junto a Ti, dessa musica participar!


 

Quando ainda te banhas,
distraidamente, no banheiro!
Torno em meu imaginário ser
a espuma,
que perfuma suave teu corpo inteiro...

Não chames ao me banhar, já voltarei,
Quero a Ti, mais uma vez namorar
Deixarei que a água em meu corpo
Percorra,
E só tu o meu cheiro sentirás...


 

 Ainda louco...
De saudade, inteiro!
Ah! Céu! Perdão!
Tua água de cheiro...

Cabelos pretos... soltos...
Molhados e a escorrer
Em você encosto devagar
E assim ...volto pra você.


 

Até que eu me lembre sonhando
e desperte com a tua chegada!
Com teu sorriso em minha porta,
me esperando...
Com teus braços abertos, minha amada!

Será que me encontro acordada?
Por que fala de sonho, amado meu?
Não me recordo de ter dormido,
E aqui espero...
Para recebê-lo e cair nos braços Teus!


                                                           

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