Noites, indecifrável porto




 É a noite que de braços abertos me recebe
onde festejo vitorias ou lamento os fracassos
das lutas inglórias travadas com galhardia
Quando saio pra vida até o final do meu dia.



É a noite que sutilmente me acompanha
a quem confio meus desejos mais secretos
Solto as amarras deixando falar o coração
pura emoção, sem barganhas com a razão.



São as noites quentes que me dão calor
Quando a elas recorro com o peito oprimido
Sangrando de dor pelas decepções da vida
Pelas perdas ou ausência de um amor perdido.



Essas
noites me trazem encantamento
A chegada de um amor sem que eu saiba
D’onde veio, onde começou e como me cativou
Quando vejo ou o sinto, ela já me presenteou.



Noites estreladas ou Céus escuros
Depende de como me apresento e ela
Preenchidas de juras d’amor ou vazias
Não importa, posso com ela cantar e chorar
Ápice da tristeza ou êxtase de alegria.



Noites e mais noites depois de dias longos
Nela, eu me perco ou me encontro
É nela que depois do cansaço e dos porquês
Esvazio-me encontrando respostas e calmaria
Nela eu me jogo sem nada perguntar-me
...se ganharia ou perderia!

 

Como principal platéia ela a tudo assiste
 Em nada interfere como se nada entendesse
Minha única tristeza em relação a ela
É a desigual desvantagem entre nós duas
Ela de mim tudo conhece!
Mas quando eu tento desvendá-la
Dribla-me deixando apenas suposições e...
Assim se vai e mais um dia amanhece.



Fanete Costa

Descobri que durante o dia eu vivo, mas é a noite que,
sabiamente me faz refletir e ganhar  maturidade.
 

                                                                         

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