Críticas e preconceitos velados
 

Hoje senti uma necessidade quase que vital de escrever; o problema era: escrever sobre e o que primeiro, uma vez que tantas coisas conflitantes pairavam sobre minha cabeça e por incrível que pareça, sempre penso que quando não encontramos saídas, é porque a cabeça ficou tão cheia que não daria tempo e nem teria espaço para mais nada dentro dela, ao passo que escrevendo, parece que os dedinhos vão teclando e junto com o cérebro ou coração, não sei bem, os caminhos vão tomando forma e a mágica acontece deixando você mais sereno e conseguindo controle sobre o que chamamos de área de conflitos que é nossa cabeça.

Começar é sempre difícil, mas vamos tentar.

Vou falar de quando iniciei a escrever e porque continuei ao longo do tempo.

Quando comecei a freqüentar esse mundinho colorido que se chama NET, o fiz por certa curiosidade e acho que necessidade de ir alem, mesmo não sabendo onde esse horizonte me levaria. Sempre fui rata de livros e devorava tudo que meus olhos vissem; dessa forma, tudo que os grupos mostravam, seja, de escritores renomados aos iniciantes, cada um com sua particularidade me encantavam e foram me envolvendo não só com os textos, mas também com as lindas vestimentas que lhe eram dados por grandes formatadores. As imagens e musicas condizentes com titulo e conteúdo do texto, formavam quase que uma atuação teatral do que ali era trabalhado. Comecei a comentar o tema principal de todos os PPS’s, assim como dos textos e poesias, para só então reenviá-los quando eu achava que somaria ou algo a quem os vissem e lessem; não com o intuito de ‘escrever’, mas de tornar o reenvio algo mais pessoal e caloroso, mas principalmente incentivar quem recebesse a ver o que eu tinha visto e gostado, pois muitos não param para abrir um arquivo porque se diz com falta de tempo e acabam perdendo algo valioso e porque não dizer, por vezes único.

Então vocês devem imaginar que a coisa deu muito certo; muitos diziam que até podiam não abrir o arquivo, mas os meus comentários, junto ao email limpo e personalizado com uma imagem de acordo com o tema, jamais deixavam de dar aquela paradinha e ver.
Bom, o resultado disso foi que nunca mais parei de escrever, só me sinto em divida com aquelas pessoas que me acompanharam por muito tempo, e ainda cobram meus comentários ou mesmo meus próprios textos.
É gostoso quando vejo simples comentários meus ou textos espalhados pelos pequenos sites mesmo depois de tanto tempo que parei de enviá-los aos grupos e contatos pessoais.

‘Por que parei vocês devem estar se perguntando. Na época tive de fazer uma opção porque havia algo mais forte que necessitava da minha atenção e abdiquei em parte para dedicar-me a outros projetos, pois trabalhar, ser dona da minha casa,  ler certa de 400 emails diários me tomava todo meu tempo; claro que doeu de monte, mas minha atitude foi pensada e necessária no momento, jamais me arrependo das tentativas, tendo elas o final que tiverem.’

Minha magoa hoje, isso antes de escrever, depois ela passa e o que ela deixa é apenas o que escrevi aqui, é a seguinte:
Hoje alguém me disse o seguinte.

- Podem dizer o que quiserem sobre o que você escreve, mas uma coisa ninguém pode negar, você é uma escritora nata.

Hora, vocês dirão: e isso não é bom?

O reconhecimento de alguém é sempre muito bom o que foi e é ruim é o veneno que vem contido:  ‘podem falar o que quiserem do que você escreve...’.  Não de quem comentou, mas de quem ele ouviu.
QUEM falou isso e baseado em que?

1º - Nunca falei para ninguém que sou poetisa e muito menos escritora, apenas escrevo sobre o que tenho conhecimento, o que quero e defendo meu direito de expressão até a morte.

2º - Por que os ‘dizem ou dizerem’ não têm nomes e os comentários não são enviados a mim?

3 º - Aceito todas as criticas e sempre pus a cara em tudo que faço e digo porque o fiz, mais tem o mas; quem fala isso tem mais capacidade de fazer o que critica pelas costas ou é apenas alguém que por não ter luz própria quer apagar as dos outros? Sinto muito, mas a minha luz é reserva própria e ninguém tira, foi dada por Deus e por quem me gosta. Claro que fere e eu seria hipócrita, ao dizer que não, mas nada como a luz do sol vindouro para sanar os arranhões.

4 º - Uma das coisas que mais abomino no ser humano é a covardia. Se você não for capaz de dizer-me algo diretamente e olhando dentro dos meus olhos e dizendo por que o está fazendo, assinando pelo que diz você não merece minha credibilidade, assuma isso e contenha-se, não o faça irresponsavelmente apenas para machucar alguém por algo puramente pessoal. E tenha certeza de uma coisa, o fato de não gostar do que escrevo, não é o foco da minha magoa, mas o que vem implícito nele: A COVARDIA de quererem diminuir-me diante de quem eu gosto e só sinto que, quem gosto seja tão suscetível e se deixe contaminar. Para mim, alguém mostra o que é, não pelas lindas palavras ensaiadas para esse fim, mas em SUAS ATITUDES cotidianas e a esse tipo de critica eu viro as costas porque nada tem que ver comigo. 

5º - Escrever é a liberdade de registrar de forma honesta, entendível e às vezes melodiosa, o que nos vai na alma e isso é algo divino, jamais combinando em inflar o Ego de quem escreve ou ler.

6º - Minha fase de criança que me enganavam com um pirulito, infelizmente há muito já passou e como é duro crescer! Depois que amadurecemos nada faz voltar à infância perdida.

Resumindo:
me alonguei demais e não retiro nenhuma vírgula do que escrevi, só quero deixar claro que ‘escrever’ para mim é uma forma de me expressar e me colocar, nunca em tempo algum a rotularia ou intitularia, porque eu perderia a liberdade de ser o que sou e isso eu não abro mão por nada desse mundo, pois a vida me ensinou que se não nos colocamos e nos defendemos o trem passa por cima e ninguém se colocaria lá no nosso lugar. Deixar de estar aqui, escrever com paixão a minha tristeza, minhas alegrias e meus desamores, seria o mesmo que deixar para trás a ‘formula’ de me identificar com vocês.

...quando daqui eu me for, não gostaria de ser lembrada pelo que tive ou pelo que perdi; por títulos que acumulei ou pela falta deles, mas pelo caminho único que percorri para chegar ao coração de alguém e me manter dentro dele. ISSO NINGUÉM PODE ME TIRAR, o resto o tempo poderá tomar de volta em qualquer tempo.

Por Fanete Costa
 


                                          

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