Enterramos um amor em vida ou morremos por ele
(Baseado no texto ‘Luto sem morte’, de Maria Cristina Manfro)
 

Na teoria, amor é sempre amor e devemos conservar-lo no coração até que se extinga completamente (relacionamento amoroso) , ou que uma outra pessoa chegue e apague aos poucos essa coisa chamada amor, que persiste em ficar incrustada no coração, fazendo bem ou mal, dependendo da forma que nos atinja. Há os que acham que amor só nos faz bem, que sendo amor, gerará amor, multiplicando e assim todos ganharão com isso. 

Com algumas pessoas isso funciona diferente. Quando as conhecemos são de uma maneira, se acontece um relacionamento amoroso, elas se comportam de uma forma diferente, o que até aqui é normal, amigos, amantes, etc., mas quando elas acabam um relacionamento amoroso, se tornam completamente diferentes de quando amavam, como se mostrassem uma personalidade nova. De inicio eu achava que essas pessoas que amam e deixam de ter esse sentimento nos decepcionando e saem pela porta dos fundos nos magoando e deixando amargas decepções, eram tão somente, idealizadas por nós. Algo que sonhávamos e projetávamos nelas nossos desejos e anseios. 

Entretanto, conhecendo casos adversos e distintos, descobri que essas pessoas não amam de verdade; amor é algo abrangente e muito mais que isso. Não se concebe alguém viveu e teve o melhor do outro, passar a se esconder e enganar, afinal de contas quem deixou de amar foi ele(a). Quando amamos, temos o cuidado de respeitar, e respeitar é falar a verdade olhando dentro dos olhos mesmo que essa magoe, Só assim essa pessoa continuará a ser digna de a carreguemos dentro do coração em forma desse sentimento tão maior que chamados amor. Amor, gente, é respeito e cuidado, antes, durante e depois. 

É muito triste quando se descobre que nosso o santo era de barro, que nosso astro não passava da meia noite e virava abóbora.

Eu particularmente costumo dizer que as pessoas que amo continuarão em minha vida, que se afastem ou não, pois farão sempre parte da minha historia de vida. Chego a achar um absurdo, mulheres que se separam e tentam arrancar até o ultimo centavo do homem, apenas porque eles a deixaram, esquecendo todo amor que dedicou e que lhe foi dedicado. Os filhos como uns bem maiores, jamais deixarão de ser filhos dos dois. No entanto, tenho acompanhado casos em que não há respeito do homem pela mulher, após anos de um amor intenso onde ela doou uma vida de amor. Eles, homens, simplesmente não se preocuparam em deixá-las para trás, tirando-lhes tudo que tinham juntos e negando a possibilidade de continuarem com projetos onde eles faziam parte, deixando-as sem compaixão, em nome da sua ‘paz’. Paz em cima do sofrimento do outro? Alguém consegue? Eu não. Nesse caso eu estou inteiramente com elas. 

É lógico e evidente que existe sempre alguém por trás disso. Claro que nem sempre precisa de outra pessoa aparecer para que se perceba que um relacionamento acabou, mas quase sempre aparece  e quem sai não quer dar o braço a torcer e admitir porque quando isso acontece, existe muito mais a se dizer do que um simples deixei de te amar e até logo. 

Falar a verdade nunca é fácil, escutá-la, pior ainda, mas absolutamente necessária em qualquer tipo de relacionamento humano e entre pessoas de bem.

As magoas se vão com o tempo e sobrará a admiração pela dignidade humana.

A mentira destrói, aniquila, acaba com as pessoas que são envolvidas por ela. Não existe sentimento pior que a desconfiança, ela humilha, machuca e faz das pessoas enganadas simples instrumento de dor, de busca aqui e ali, com medo de estarem sendo enganadas ou injustas, ao mesmo tempo em que passam a serem taxadas de invejosas, ciumentas, bisbilhoteiras e acabam doentes pelo sofrimento da dúvida. A angustia da duvida doe sempre mais que a verdade quando chega. Não existe ninguém fraco ou forte em se tratando de amor; existem pessoas que amam e ponto. 

Quando abandonado de uma forma cruel, o  ser humano se sente como um pequenininho, perdido, precisando decidir: ou enterrar esse alguém em vida, ou se deixar morrer de agonia, em estado de penúria. Perder alguém que amamos quando morre, é uma grande dor, mas nós mesmos, matarmos e enterrarmos alguém que se tornou parte integral de nossas vidas é matarmos um pouco de nós, como nos violentarmos e essa dor se torna indescritível, é desumano, mas, se queremos continuar e se é o único caminho, teremos de percorrê-lo. 

Portanto, se você conhecer alguém que está em uma situação parecida, tentando desesperadamente sobreviver a isso, ajude com calma e paciência, quando estamos de fora, tudo é teoria, quando vivenciamos algo assim, só quem sabe onde e o tamanho da dor... é quem sente. 

Amar alguém independe de você continuar um relacionamento amoroso ou não.O que muda é a forma de amar, o amor que conheço, NUNCA MORRE.
                                                                  

Aos que amo, sempre será fácil me encontrar,
pois continuarão onde sempre estiveram;  no meu coração.
Minha forma de amar poderá mudar, o amor, jamais!!!
 

      Por Fanete Costa


                               

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