Momentos tão nossos de cada dia
(Quando nos perdemos de nós mesmos)
 

Todos nós, em algum momento das nossas vidas, nos sentimos perdidos e sem saber que rumo tomar, isso é humano e muito normal acontecer.

Ninguém é dono da verdade e nem tem o controle de si, é bobagem querer deixar transparecer isso para os demais... É enganar a si próprio e mascarar uma situação que mais dia, menos dia virá à tona. 

Tenho um amigo que diz que falo muito de mim quando escrevo e às vezes tenho certa magoa disso porque não é verdade, apesar de me colocar totalmente no que escrevo: minhas verdades, meus tropeços e meus acertos... Não coloco aqui a teoria apenas... Mas a vida como ela é e não existe ninguém que eu conheça melhor que a mim mesma para exemplificar o que falo. 

Hoje vou falar literalmente de um momento meu, confesso sem problemas e  espero não esteja acontecendo com você... Mas se está se sentindo como eu, poderá sentir que não é apenas com você que acontece, divido com você minha experiência e juntos, quem sabe não nos ajudemos? 

Hoje parei e fiquei analisando tudo que tenho feito... O que deixei de fazer e por quem fiz tudo isso, claro que uma dolorida desilusão me levou a isso e nessas horas tendemos a fazer um balanço das nossas vidas e nos perguntamos... Valeu tudo isso? É isso que quero? Onde isso me levará? Como fala a letra de uma musica do Nando Reis... Será que você é tudo aquilo que me faltava? 

Tudo que fiz ou venho fazendo nos últimos anos é por uma causa muito justa... por um grande amor. Até então eu nunca pensei em mim exatamente, mas não é que não pense, não sei se me expressarei como a coisa acontece... Mas sempre achei que investindo no meu amor eu pensava em mim, no amor da minha vida e assim, pensava no bem de todos porque sempre achei que por amor, tudo vale à pena... Desde que não pisemos em ninguém... Escada é bom pra subirmos, mas quando para nos ajudar, nunca fazermos do outro um trampolim... A queda será a conseqüência natural quando não pensamos no outro... 

Pela primeira vez na minha vida eu parei para me questionar a respeito disso. Sou muito intensa, perseverante e teimosa... Qualidade em alguns momentos e sofrimentos em outros... Parar para pensar sobre tudo isso, ou seja, se vale a pena me assustou porque eu nunca soube o que é ter duvida em relação ao que quero.

Assustou-me principalmente me aperceber do quanto fui machucada e como minha alma ficou arranhada... Coisas que nunca priorizei... Para mim, os fins sempre justificaram tudo... O que seria esse medo, essa sensação de perda, de inutilidade, como se tudo não tivesse valido nada? Será que fui mesmo o que penso para Ele? 

Gente... Eu ouvi tantas coisas nesse tempo todo, nada me fez parar... Tudo era normal, fazia parte de um contexto... Hoje percebo as cicatrizes espalhadas por todo meu ser... Isso me sangra o coração de verdade... Me pergunto... É tempo de parar? Alguma coisa acordou dentro de mim e me cobra um posicionamento quanto a mim... Como a dizer... Pare... Você existe... Percebe que não tem pensado em você em momento algum? Percebe que se dá como nenhum outro ser se deu a você?

Será que em algum momento esse alguém valorizou o que você é de verdade? Viu você como pessoa... Como gente... Como ser humano?

A minha resposta é... NÃO SEI!

Não tenho duvida quanto ao motivo pelo qual eu lutei tanto e muito menos arrependimentos... Foi tudo tão grande... Nobre!

Jamais me arrependerei do que faço por amor... Meu medo é não ter mais forças pra seguir adiante e estar sendo fraca.

Minha duvida é... É hora de parar?
 Eu sou uma guerreira! 

Então... Me pergunto...
O que eu aconselharia em um caso assim?

Conversar serenamente e escutar o outro... E se não tiver essa chance?

Continuar paradinha e se entregar ao Divino Mestre dos Mestres e aguardar pela generosidade e sabedoria D’Ele. 

Eu vou fazer isso...
Não estou sofrendo, só precisava dividir um dos tantos
MOMENTOS TÃO MEUS!

Obrigada por ter estado comigo. 
Até o próximo.

A autoria desse texto poderia ser de qualquer um que percebe ‘o começo do fim’ se aproximando... Hoje, infelizmente, foi escrito por mim. 

Por Fanete Costa


                                    

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